Tatuagens extraídas de cadáveres na Polônia são tema de ensaio fotográfico

Carvão, giz de cera, cortiça ou borracha queimada serviram de tinta; alfinetes, lâminas de barbear, clips de papel e fragmentos de vidro foram usados como ferramentas para gravar os desenhos na pele. O olhar da fotógrafa polonesa Katarzyna Mirczak foi atraído pela crueza de tatuagens extraídas dos corpos de prisioneiros mortos em unidades penitenciárias do país europeu. Os desenhos integram o arquivo do Departamento de Medicina Forense da Universidade Jagiellonian, na Cracóvia.

Eróticas, religiosas ou abstratas, as imagens  têm em comum o plano de fundo: todas são conservadas sobre pedaços de pele dos cadáveres de onde foram extraídas. As amostras são mantidas em solução semelhante ao formol e embaladas em recipientes de vidro. As imagens de Mirczak foram divulgadas pelo site foto8, especializado em fotojornalismo.

A coleção de fotos produzidas por Katarzyna revela que as inspirações transitam desde figuras femininas como mulheres ou sereias até manifestações de fé. Também há espaço para retratos mal-traçados de pessoas ou animais ferozes, mas a maioria das tatuagens registradas simula situações sexuais ou sensuais.

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